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Lixo do Porto e Cascais dá gás a autocarros e aviões

A Lipor, a Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto, e a Cascais Próxima, a Empresa Municipal para a Mobilidade e Ambiente de Cascais, têm em marcha projetos para transformar resíduos orgânicos produzidos nas respetivas áreas metropolitanas em combustíveis mais sustentáveis para aviões e autocarros.

No caso da Lipor, que faz o processamento de um total de 500 mil toneladas anuais de lixo (produzido por 1 milhão de habitantes), a ideia passa por fabricar combustível sintético, combinando hidrogénio com carbono, para abastecer os aviões que operam no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Os planos envolvem as multinacionais Ren-Gas e SmartEnergy, para capturar o carbono emitido na central de incineração na Maia. O projeto estima chegar à velocidade de cruzeiro em 2030.

No caso de Cascais Próxima trata-se da transformação de resíduos orgânicos (separados de um total de 136 748 toneladas de lixo urbano recolhido em 2023) em hidrogénio, para abastecer a frota de autocarros de passageiros e municipais.

A autarquia conta ter concluída a sua unidade de produção, armazenamento e abastecimento de hidrogénio verde até ao final de 2024. Essa valência terá uma capacidade de produção diária de 389 kg de hidrogénio.